Parkinson e a Terapia da Fala

Parkinson e a Terapia da Fala

A doença de Parkinson é uma doença degenerativa do sistema nervoso central e caracteriza-se pela presença da tríade tremor, rigidez e bradicinésia (dificuldade em iniciar o movimento e/ou lentidão anormal dos movimentos voluntários), à qual surge associado o distúrbio de postura e marcha.

Anatomia do cérebro – corte sagital

A sua etiologia ainda é desconhecida. É observável a ocorrência de uma destruição dos corpos celulares que contêm melanina da substância cinzenta do Mesencéfalo e estruturas do Tronco Cerebral (bulbo, ponte e mesencéfalo), levando a uma falta de dopamina. A dopamina e um neurotransmissor que facilita o fluxo dos impulsos para os neurônios. Níveis baixos de dopamina levam a dificuldades no controlo do tónus e movimento muscular, afetando os músculos quer em repouso quer em atividade.

Esquema da estrutura celular

Recentemente, investigadores da Universidade de Coimbra demonstraram que a doença de Parkinson poderá  estar na origem de uma disfunção mitocondrial (organelo  responsável pela produção de energia nas células), que torna deficitário o trafego intracelular.  Sandra Morais Cardoso (líder do grupo de investigadores do Centro de Neurociências e Biologia Celular) disse que “a disfunção mitocondrial é o evento que está na base da deficiente autofagia, o mecanismo através do qual ocorre a degradação de organelos disfuncionais e de proteínas danificadas“.  A autofagia é o processo que elimina o lixo biológico que se cria ao longo do envelhecimento,  e cuja perturbação leva à acumulação de resíduos, provocando a morte da célula.

Alguns estudos apontam a existência de fatores ambientais e a hereditariedade como fatores desencadeantes da doença de Parkinson. A taxa de incidência mais alta em áreas rurais onde as pessoas bebem água vinda de poços mostram uma possível correlação com certas toxinas ambientais, como os pesticidas. Relativamente à hereditariedade, alguns estudos longitudinais de certas famílias evidenciam um historial de incidência de Parkinson nas várias gerações. Contudo outros estudos realizados não comprovam a existência de qualquer alteração genética.